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TST mantém multa à Ortobom por falta de mulheres na gerência

A 3ª Turma do TST manteve, por unanimidade, a indenização de R$ 300 mil porque as 24 chefias da fábrica de Arapongas (PR) eram só de homens. A empresa diz que o caso não representa suas 13 fábricas.

Por Redação ANTÍTESE BRAZIL

Fachada da sede do Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília

A 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve a condenação da fabricante de colchões Ortobom a pagar R$ 300 mil por dano moral coletivo porque as 22 gerências e as duas subgerências da fábrica de Arapongas (PR) eram ocupadas só por homens, segundo a Tribuna do Paraná. O relator foi o ministro Alberto Balazeiro, e a decisão, de junho de 2026, foi unânime (TAGD Advogados).

O comentário do canal, publicado em 3 de setembro, contrapõe a decisão aos gastos do próprio tribunal com carros e sala VIP. Esta matéria traz o que a Justiça decidiu e por quê, a resposta da empresa e os fatos documentados sobre as despesas do TST.

Assista ao comentário completo no canal ANTÍTESE BRAZIL.

O que foi dito

  • Trecho da sessão da 3ª Turma do TST exibido no vídeo (o ministro que fala não aparece identificado no trecho e não foi possível confirmá-lo em duas fontes): na empresa “não há nenhuma mulher” em cargo gerencial e não há depoimento que explique por que “só tivessem homens” (início do vídeo e por volta de 6min11).
  • Ministro Mauricio Godinho Delgado, segundo o vídeo, chamou o caso de “exemplo pedagógico” de discriminação estrutural (por volta de 1min29).
  • Narração do vídeo sobre a nota da Ortobom: o processo trata de “uma única unidade entre as 13 fábricas do grupo” (por volta de 1min55).

Contexto e o outro lado

Como o caso chegou ao TST. A ação civil pública é do Ministério Público do Trabalho, a partir de investigação de 2022 sobre a unidade de Arapongas, que tinha 289 empregados. A empresa foi condenada em primeira e segunda instância; o TRT da 9ª Região manteve a sentença e impôs obrigações ligadas à presença de mulheres na gerência (Bem Paraná, TAGD Advogados, Tribuna do Paraná, Diário do Comércio).

O fundamento da decisão. O TST aplicou o protocolo do Conselho Nacional de Justiça para julgamento com perspectiva de gênero, de 2023 (Resolução 492), e tratou a ausência total de mulheres nas chefias, sem justificativa objetiva nos autos, como discriminação indireta (Tribuna do Paraná, Bem Paraná). É esse o ponto que o vídeo critica: a condenação se apoiou no retrato estatístico da unidade, não em um caso individual de mulher preterida.

O que diz a Ortobom. Em nota, a empresa afirmou que o processo trata de uma das suas 13 fábricas e não representa a companhia, que segue a meritocracia e que hoje é comandada por uma mulher (Bem Paraná, Diário do Comércio, TAGD Advogados). A CEO da empresa é Carolina Pires (Tribuna do Paraná, Jovem Pan).

Os gastos do tribunal. Em agosto de 2025, veio a público a compra de sedãs híbridos Lexus ES 300h para os ministros do TST, a R$ 346,5 mil cada, em torno de R$ 10,4 milhões no total; o estudo técnico preliminar ligava a troca da frota ao objetivo de reforçar a imagem do TST perante a sociedade (InfoMoney, Metrópoles, O Antagonista). No mesmo período, o TST contratou sem licitação uma sala exclusiva no aeroporto de Brasília, com aluguel de R$ 30 mil por mês, justificada pela segurança dos ministros; em outubro de 2025, o tribunal cancelou o contrato, alegando falta de necessidade do espaço (Poder360, Revista Oeste, O Antagonista).

O que a matéria não afirma. Os gastos do TST e a condenação da Ortobom são assuntos distintos; a comparação é a leitura do canal. Detalhes do vídeo sobre pedidos de ministros a contrato de manutenção, composição racial dos tribunais superiores e números da 3ª Turma não foram confirmados em duas fontes e ficaram de fora.

Fatos e fontes

O que foi ditoFontes
3ª Turma do TST manteve R$ 300 mil de dano moral coletivo à Ortobom; relator Alberto Balazeiro; unânimeTribuna do Paraná · Bem Paraná · TAGD Advogados
22 gerências e 2 subgerências ocupadas só por homens na unidade de Arapongas (PR)Tribuna do Paraná · Bem Paraná · Diário do Comércio
Ação do MPT; condenação em 1ª e 2ª instância (TRT-9)Bem Paraná · TAGD Advogados
Protocolo do CNJ de julgamento com perspectiva de gênero (2023)Tribuna do Paraná · Bem Paraná
Ortobom: caso de 1 das 13 fábricas; CEO mulher (Carolina Pires)Bem Paraná · Diário do Comércio · Tribuna do Paraná · Jovem Pan
Lexus ES 300h a R$ 346,5 mil cada, cerca de R$ 10,4 milhões (2025); estudo técnico cita a imagem do TSTInfoMoney · Metrópoles · O Antagonista
Sala VIP no aeroporto: R$ 30 mil/mês, sem licitação; cancelada em outubro de 2025Poder360 · Revista Oeste · O Antagonista

Falas, imagens e créditos

  • Sessão da 3ª Turma do TST que julgou o recurso da Ortobom (junho de 2026), trecho reproduzido no vídeo.
  • Coluna de Andreza Matais no Metrópoles, “TST compra carro de R$ 346,5 mil para cada um dos ministros” (11/08/2025): Metrópoles.
  • Imagem destacada: sede do Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília, foto do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), licença CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

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