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Marçal teve registro negado no TSE; Lula e Flávio foram aprovados

O TSE aprovou as chapas de Lula e Flávio Bolsonaro em 2 de setembro e negou, por unanimidade, o registro de Pablo Marçal em 11 de setembro. Depois, o PRTB trocou de candidato, e o substituto desistiu antes do 1º turno.

Por Redação ANTÍTESE BRAZIL

Pablo Marçal em entrevista, em 2024

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou, em 11 de setembro de 2026, o registro de Pablo Marçal (PRTB) como candidato à Presidência da República, por unanimidade, segundo o SBT News. Nove dias antes, em 2 de setembro, a mesma Corte tinha aprovado, também sem divergência, as chapas de Lula e Geraldo Alckmin (PT/PSB) e de Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar (PL), informou o Money Times.

O vídeo, publicado em 3 de setembro, discute a liminar que suspendeu a campanha de Marçal antes do julgamento do registro. Esta matéria corrige o título original (o TSE não barrou Lula nem Flávio: aprovou os dois registros) e conta o que aconteceu depois com a candidatura do PRTB, com as fontes de cada fato.

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O que foi dito

  • Ministra Estela Aranha, relatora no TSE, ao ler o voto da liminar em 20 de agosto: a candidatura, “em análise sumária”, mostra-se “juridicamente inviável”, “pela provável ausência de condição de elegibilidade” (por volta de 3min05).
  • Trecho da mesma sessão: a tutela de urgência foi deferida “até ulterior deliberação sobre o mérito do registro da candidatura” (por volta de 5min40).
  • Pablo Marçal, em entrevista exibida no vídeo e gravada antes da liminar, sustentou que a inelegibilidade ainda estava em discussão no TRE de São Paulo e que havia instâncias de recurso (por volta de 12min10).
  • Âncora da BandNews, ao vivo, sobre o efeito da decisão: “se a eleição fosse neste momento, Pablo Marçal não estaria” na urna (por volta de 14min55).

Contexto e o outro lado

O que o TSE decidiu em 20 de agosto. A pedido do Ministério Público Eleitoral, o plenário aprovou por 7 votos a 0 uma medida cautelar relatada pela ministra Estela Aranha: Marçal ficou sem acesso ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha e ao Fundo Partidário, sem propaganda gratuita no rádio e na TV e sem participar de debates e outros atos de campanha, até o julgamento do mérito do registro (BNews, Portal Tela). Os ministros registraram que a liminar não representava antecipação do julgamento definitivo (A Crítica, BNews). O vídeo questiona a velocidade e o alcance dessa medida; essa é a leitura do canal.

Os dois fundamentos da acusação. O Ministério Público Eleitoral apontou a condenação da Justiça Eleitoral de São Paulo que torna Marçal inelegível até 2032, ligada à campanha de 2024 à Prefeitura de São Paulo e ao concurso de cortes de vídeos com prêmios, e contestou a filiação ao PRTB dentro do prazo legal, encerrado em 4 de abril (BNews, A Crítica). Na entrevista exibida no vídeo, Marçal defendeu que a filiação foi feita no prazo, amparada por decisão judicial.

Lula e Flávio tiveram os registros aprovados. Em 2 de setembro, em sessão virtual, o TSE aprovou por unanimidade seis das 13 chapas que pediram registro: Lula e Alckmin, Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar, Romeu Zema e Eduardo Girão (Novo), além das chapas de PCB, PSTU e UP (A Crítica, Money Times). Nenhum dos dois foi barrado, ao contrário do que sugeria o título original do vídeo.

O julgamento do mérito. Em 11 de setembro, a relatora votou por negar o registro e a maioria se formou no plenário virtual (Diario de Pernambuco, Congresso em Foco); o resultado final foi unânime (SBT News, DGABC). Segundo a Procuradoria-Geral Eleitoral, Marçal não comprovou a filiação ao PRTB no prazo e ainda constava como filiado ao União Brasil em abril (DGABC, A Crítica).

O que mudou depois do vídeo. Em 14 de setembro, último dia do prazo de substituição, o PRTB trocou Marçal por Leonardo Avalanche, presidente nacional do partido, que até então era o vice da chapa (SBT News, DGABC). A troca veio após Marçal apresentar carta de renúncia à candidatura (SBT News, Correio do Estado). Em 30 de setembro, Avalanche anunciou que deixava a disputa por razões “técnicas, jurídicas e pessoais”, sem apoiar nenhum candidato (SBT News, A Crítica). No 1º turno, em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro teve 47,03% dos votos válidos e Lula 45,16%; os dois disputam o 2º turno em 25 de outubro (Poder360, TradeMap).

Fatos e fontes

O que foi ditoFontes
TSE aprovou por unanimidade, em 02/09/2026, as chapas Lula/Alckmin e Flávio Bolsonaro/Alfredo Gaspar (6 de 13 pedidos)A Crítica · Money Times
Liminar de 20/08/2026, 7 a 0, relatora Estela Aranha: sem fundos públicos, rádio/TV e debates até o méritoBNews · Portal Tela · Correio da Manhã
MPE: inelegibilidade até 2032 (campanha de 2024) e filiação ao PRTB fora do prazo de 04/04BNews · A Crítica
Registro de Marçal negado por unanimidade em 11/09/2026SBT News · DGABC · Congresso em Foco
PRTB substituiu Marçal por Leonardo Avalanche em 14/09/2026SBT News · DGABC
Substituição após carta de renúncia de MarçalSBT News · Correio do Estado
Avalanche desistiu da candidatura em 30/09/2026SBT News · A Crítica
1º turno: Flávio 47,03% × Lula 45,16% dos válidos; 2º turno em 25/10/2026Poder360 · TradeMap

Falas, imagens e créditos

  • Trechos de sessões do TSE (leitura de votos da liminar, 20/08/2026), exibidos no vídeo.
  • Cobertura da CNN Brasil, da BandNews e do SBT News, e entrevista de Pablo Marçal ao SBT, citadas no vídeo (agosto de 2026).
  • Imagem destacada: Pablo Marçal em entrevista a Kim Kataguiri (2024), por Kim Kataguiri, licença CC BY 3.0, via Wikimedia Commons.

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